15.12.08

meios

Faz tempo que te reparo. No ônibus quase lotado, pedindo com os olhos um pouco de alguém. Não um qualquer, talvez aqueles poucos da lista. Reparei na teimosia da página x do seu livro, fantasiando as palavras donas daqueles longos minutos. O cabelo bagunçado batia no ombro e mais tarde descobri que fazia parte das tentativas de tornar a vida um meio-termo. Não conseguiu.

3 comentários:

F. disse...

Belo texto! Ele visa retratar a solidão cotidiana (inerente a todos nós) ou é mais sobre algum conhecido? 8D

F. disse...

Todos nós morreremos sem conhecer o nosso próprio "eu", de fato. Somos todos meras projeções sociais, moldados pela conveniência e pela conivência.

Anônimo disse...

Para "F.": ¬¬