Faz tempo que te reparo. No ônibus quase lotado, pedindo com os olhos um pouco de alguém. Não um qualquer, talvez aqueles poucos da lista. Reparei na teimosia da página x do seu livro, fantasiando as palavras donas daqueles longos minutos. O cabelo bagunçado batia no ombro e mais tarde descobri que fazia parte das tentativas de tornar a vida um meio-termo. Não conseguiu.
3 comentários:
Belo texto! Ele visa retratar a solidão cotidiana (inerente a todos nós) ou é mais sobre algum conhecido? 8D
Todos nós morreremos sem conhecer o nosso próprio "eu", de fato. Somos todos meras projeções sociais, moldados pela conveniência e pela conivência.
Para "F.": ¬¬
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