Sentiu a gengiva fria, já era hora. Seus pés não permaneceriam quentes e acompanhados por muito tempo e L. sabia disso. Fechou os olhos, sentiu mais uma vez o perfume oco do lençol e guardou os sussurros daquela madrugada fria. Vestiu-se e saiu do quarto como quem foge de algo vergonhoso; mirando o chão e pisando forte no tapete amarrotado. Pensou em deixar um bilhete mas seria só mais uma desculpa; simples e abreviada. Deixa apenas o vazio no lado esquerdo da cama e a vida pela metade.
2 comentários:
o que já é muito, não?
não tem explicação.
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