1.8.09

Julho

Sentiu a gengiva fria, já era hora. Seus pés não permaneceriam quentes e acompanhados por muito tempo e L. sabia disso. Fechou os olhos, sentiu mais uma vez o perfume oco do lençol e guardou os sussurros daquela madrugada fria. Vestiu-se e saiu do quarto como quem foge de algo vergonhoso; mirando o chão e pisando forte no tapete amarrotado. Pensou em deixar um bilhete mas seria só mais uma desculpa; simples e abreviada. Deixa apenas o vazio no lado esquerdo da cama e a vida pela metade.

2 comentários:

Roberto B. disse...

o que já é muito, não?

Barbara disse...

não tem explicação.