10.8.08

Hoje

Reparei no trânsito, nos sorrisos espalhados, no aglomerado dos restaurantes e percebi: hoje é o seu dia. Não foi puro esquecimento, tampouco faço dessa data motivo de exaltação. Nossa primeira década passou como certos domingos intermináveis, e hoje, tenho guardado em algum lugar (entre a tristeza e a saudade), as palavras compartilhadas com a sua ausência. Aquele pedaço de bolo que guardei, na esperança infantil do próximo mês, sumiu. Ficou a compreensão, o armário cheio de sentimentos e os pés no chão. Não sei o que é esse dia, ele não é nosso.

2 comentários:

Barbara disse...

você e o caio, pelo menos, conseguiram dizer algo.
eu só sei silêncio sobre o assunto.

Naína disse...

Sempre soube que as coisas são assim, tristes porém boas.
Não sabia que escrevia aqui, nem que vc conseguia por tão bem isso no "papel". É sempre bom fazer novas descobertas.