As ruas passam e elas dançam no ar. Movimento contínuo e descontraído. Pêndulo. Vez ou outra esbarram no jeans escuro da calça e, quase parando, retomam a série. Sinal vermelho, agora são os dedos que cutucam o tecido, ansiosos. O calcanhar esquerdo acompanha os toques e os lábios resmungam o frio da cidade. Recomeça a estranha coreografia condicionada pela brisa, que insiste em desafiar o ir e vir. Garoa fina. Os pés apressados saltam a calçada esburacada, parando por alguns instantes o movimento no ar. O ritmo desacelera, o pêndulo descansa. Pausadas na mesa, aguardam a bebida quente. Pronto, chegamos.